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Transição de fluidos refrigerantes: planejamento e qualificação

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As transformações regulatórias e ambientais que impactam o setor de climatização foram tema da palestra ministrada por Lucas T. N. Fugita, especialista técnico da Chemours, durante o terceiro dia da Arena Aircon Experience, na Eletrolar Show. O executivo apresentou um panorama da evolução dos fluidos refrigerantes e os desafios que fabricantes, distribuidores, instaladores e usuários enfrentarão nos próximos anos.

A apresentação destacou o avanço das metas globais voltadas à redução dos impactos ambientais dos refrigerantes. Fugita explicou que o Protocolo de Montreal segue promovendo a eliminação gradual dos HCFCs, como o R-22, enquanto a Emenda de Kigali estabelece a redução progressiva dos HFCs de alto Potencial de Aquecimento Global (GWP).

Segundo ele, essas mudanças afetam diretamente a disponibilidade dos produtos, os custos operacionais, a manutenção dos sistemas e as estratégias de sustentabilidade das empresas. “É necessário possuir um plano de conversão dos sistemas que ainda utilizam R-22”, enfatizou.

O especialista apresentou ainda as novas alternativas disponíveis para o mercado, com destaque para as soluções baseadas em HFOs e misturas de HFOs, que combinam baixo GWP, elevada eficiência energética e menor impacto ambiental. Entre os fluidos voltados para novos equipamentos, ganharam destaque o R-32 e o R-454B, ambos classificados como A2L, categoria dos levemente inflamáveis.

Um dos pontos centrais da palestra foi justamente esclarecer dúvidas relacionadas à segurança desses refrigerantes. Fugita ressaltou que fluidos como R-32 e R-454B não são altamente inflamáveis e podem ser utilizados com segurança quando aplicados em equipamentos desenvolvidos para essa finalidade e seguindo rigorosamente as recomendações dos fabricantes e as boas práticas de instalação e manutenção.

O palestrante também alertou que não é permitido realizar retrofit de equipamentos originalmente projetados para R-410A utilizando R-32 ou R-454B, uma vez que os fluidos A2L exigem projetos específicos e procedimentos adequados de operação e manutenção.

Ao encerrar sua apresentação, Fugita reforçou que a adaptação às novas tecnologias passa necessariamente pela capacitação profissional. Para ele, “conhecimento técnico, treinamento contínuo e atualização das equipes serão fatores decisivos para garantir segurança, eficiência operacional e conformidade regulatória no futuro da climatização”, finalizou.

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